Entenda o que é web3, como funciona e o que esperar da nova internet

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Você sabe o que é web3? O assunto da vez sobre tecnologia tem dado o que falar. O conceito está sendo visto com muito entusiasmo por diversas comunidades e promete romper as barreiras da internet que conhecemos hoje.

A ideia da web3 leva a entender que estamos caminhando para a próxima fase da internet, após a world-wide-web e a mídia social. Ainda há muito debate sobre o que exatamente será, mas um dos valores principais já é certo: a descentralização.

O que a web3 trará de novo? Qual valor ela está de fato criando? Como ficam os modelos de negócios que estão surgindo hoje e que teoricamente não seriam mais possíveis? São ainda muitas perguntas sem respostas. Mas, mesmo diante das incertezas, se você gosta de tecnologia, não pode ficar de fora do tema do momento.

Preparamos um artigo para você entender melhor o que é a web3 e o que esperar das inovações que ela está prometendo. Entenda as principais características e como ela vai, de fato, interferir na sua vida. Continue a leitura e saiba mais!

O que é web3?

Web3 é um conceito que ganhou força recentemente. Promete ser mais do que uma evolução da web 3.0, especialistas apontam que será a remodelagem do que conhecemos hoje da internet. 

O termo foi criado em 2014 por Gavin Wood, cofundador da rede de blockchain Ethereum, mas só ficou famoso quando ganhou força em 2021 nas comunidades no Twitter e Discord. A premissa do conceito é a descentralização, permitida por causa das tecnologias blockchain, criptomoedas e NFTs, junto ao fortalecimento ainda maior da produção de conteúdo pelos usuários. O poder vai retornar às mãos destes próprios usuários através da propriedade. 

É um desafio fechar uma definição exata do que é a web3. Porém, alguns princípios básicos definem a sua criação, que são eles:

  • Descentralizada: não existe o controle e propriedade das grandes empresas, ou seja, tudo é distribuído entre os criadores e usuários.
  • Sem permissões: não existem as chamadas permissões. Não há nenhum tipo de exclusão, todos têm acesso igual. 
  • Pagamentos nativos: compras e pagamentos são feitos através das criptomoedas. Nada de depender de bancos e processadores de pagamentos desatualizados.
  • Confiável: não depende de terceiros confiáveis, ou seja, opera usando incentivo e mecanismos econômicos. 

Como surgiu a web3?

Para falar sobre a web3, é importante voltar uns passos atrás e entender como chegamos até aqui. Vamos relembrar o histórico da internet através dos três períodos importantes, a web 1.0, web 2.0 e a web 3.0.

Web 1.0

A primeira “versão” da Internet, chamada web 1.0, aconteceu aproximadamente entre os anos 1990 e 2004. Era formada principalmente por sites estáticos, quase sem nenhuma interação dos usuários e geralmente pertenciam a empresas. 

Raramente alguém produzia conteúdos diferentes. Se você acessar várias vezes um site neste formato, certamente não terá nada de novo e quase ninguém volta, apenas quando necessário. Por isso, um nome muito comum para este período é somente leitura.

Web 2.0

Este período começou em 2004, com o surgimento e popularização das mídias sociais. Evoluiu de somente leitura para o que chamam de leitura-escrita, pois os usuários passaram a também se envolver com as interações.

As empresas não apenas forneciam conteúdo, como também ofereceram plataformas para compartilhar conteúdos gerados pelos usuários. Quanto mais as pessoas se tornaram ativas no universo online, grandes empresas se tornaram “donas” do enorme tráfego gerado e do valor gerado na internet. Este volume de tráfego, inclusive, deu origem ao modelo de receita de publicidade online, porém os usuários criadores de conteúdos ainda não recebiam nada por eles. 

Outra mudança importante foi a forma de armazenamento deste conteúdo. Na web 1,0 tudo era guardado em arquivos, porém na web 2.0 temos o início do uso de base de dados. Foi uma inovação importante, pois permitiu, por exemplo, a evolução dos mecanismos de buscas, encabeçada pelo Google. 

Web 3.0

A internet nos moldes atuais, que nos acostumamos a usar, é a web 3.0. De forma simplista, podemos dizer que a web 2.0 foi a evolução da web 1.0. Porém, a fase atual representa uma revolução da maneira como usamos a internet.

A web 3.0 é chamada de Web Inteligente. Fruto da transformação digital que passamos nos últimos anos, a principal característica deste modelo é o uso de máquinas inteligentes para fazer as tarefas que antes dependiam totalmente do trabalho manual. Os famosos algoritmos reúnem as informações completas sobre os usuários, que passaram a ser um patrimônio valioso do ponto de vista do marketing e das ferramentas de automação. 

Outra característica importante deste período é o aumento do tempo de conexão das pessoas. A partir da popularização dos dispositivos móveis como celulares, tablets e outros, os usuários cada vez mais utilizam a internet para alguma atividade de rotina, em diversas áreas da vida. Aplicativos de banco, transportes, saúde ou as próprias redes sociais são exemplos de como estamos cada vez mais imersos na web. 

E não confunda web 3.0 com web3! Apesar dos nomes parecidos, os conceitos são diferentes. 

Como funciona a web3?

As informações são armazenadas em carteiras digitais virtuais. Os usuários acessam os aplicativos web3 através destas carteiras, que são executadas na tecnologia blockchain. Para sair e se desconectar, basta fazer logoff. Assim, é possível levar junto a sua carteira e os seus dados.

Um exemplo prático para entender essa descentralização é o das redes sociais. Você tem uma conta no Twitter, no Facebook, no YouTube e no Twitch, por exemplo. Para trocar o nome de exibição ou a foto, é preciso entrar em cada uma e fazer as alterações necessárias. A web3 resolve este problema dando o total controle da sua identidade digital, pois você terá um login único entre as plataformas que é anônimo e seguro. 

Para os desenvolvedores há uma grande autonomia, pois a criação de novos aplicativos não depende de grandes quantias de capital. Estes profissionais trabalham em rede, administradas pela própria comunidade e agrupadas por habilidades e interesses. 

Funciona assim: o desenvolvedor procura as comunidades no Twitter e no Discord para encontrar parceiros e colaboradores. É formado um grupo que cria, juntos, um protótipo do aplicativo. Quando este modelo estiver finalizado, retornam à comunidade para a revisão e lançamento posteriormente.

Qual a importância da web3?

A web3 é um marco na internet exatamente por ser diferente das mudanças anteriores. Não tem relação com velocidade, desempenho ou conveniência, a web3 gira em torno de poder. É sobre o controle das tecnologias e aplicativos que usamos atualmente. 

É uma quebra da dinâmica que vem moldando o comportamento online das pessoas: a troca entre conveniência e controle. Não é nenhum segredo que ao usar as redes sociais nossos dados são coletados e vendidos para anunciantes, sabemos que somos vigiados.

A web3 rejeita essa premissa e defende que podemos sim usar a internet sem dar grandes poderes a uma minoria de empresas. É um movimento mundial para construir tecnologias diferentes, permitindo que façamos melhores escolhas em sua utilização. É, acima de tudo, uma proposta de reforma, mantendo o que gostamos através de uma estrutura mais justa e descentralizada.

Quais as limitações da web3?

Nem tudo são flores. A web3 ainda tem algumas limitações importantes, que impedem o acesso a toda e qualquer pessoa sem restrições. Podemo citar algumas:

  • Escalabilidade – as transações são mais lentas neste cenário. Por serem descentralizadas, algumas ações como pagamentos, por exemplo, precisam de um minerador para serem processados e propagados pela rede.
  • Experiência do usuário – a barreira técnica para se utilizar ainda é grande, o que acaba sendo um obstáculo para a adoção. É preciso entender como funciona a segurança, ler documentos complexos e navegar por interfaces nada amigáveis. 
  • Custo – alguns recursos são gratuitos. Porém, o custo de algumas transações na web3 ainda são muito caros, o que acaba tornando inacessível para muitas pessoas.

Mesmo diante das incertezas e dificuldades, a web3 é uma visão válida para um futuro nem tão distante assim. À margem da indústria da tecnologia, uma comunidade engajada permanece firme no objetivo de uma internet melhor, descentralizada e com controle total da identidade e dos dados pelos usuários. 

No artigo apresentamos um panorama geral da web3 e as revoluções que ela promete causar na internet. Explicamos melhor o conceito, como funciona e as características que a diferem da internet que conhecemos hoje. Ainda no plano das especulações, a web3 aparenta ser o caminho mais rápido e fácil para se ganhar muito dinheiro, mas na realidade ainda não sabemos ao certo qual será o impacto e o que está por vir. Mas as apostas são grandes!

E você, qual o seu palpite para a web3? A gente acompanha todas as tendências sobre tecnologia e inovação. Adoramos produzir conteúdos sobre os temas, temos sempre materiais tão legais quanto este artigo. Assine a newsletter da Husky e fique por dentro das novidades!

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